Ocasião foi marcada pela presença do autor paulista Nelson de Oliveira que falou a respeito de diferentes temas relacionados à escrita e à leitura
Cianorte foi uma das cidades do interior do Paraná que recebeu durante esta semana as atividades da Caravana Literária. O evento, que buscou fomentar o interesse pela leitura e pela escrita, aconteceu na Biblioteca Pública Municipal na manhã dessa quinta-feira (31), e contou com a presença especial do contista e romancista paulista, Nelson de Oliveira. A iniciativa do Governo de Estado integrou a programação alusiva ao Mês da Literatura e recebeu o apoio da Prefeitura local, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura.
A Caravana, por aqui, contou com a presença de 30 alunos do ensino médio técnico em administração do Colégio Estadual Cianorte, acompanhados da coordenadora pedagógica, Silvanete Kmieck, e dos professores, Jonas Pereira e Joelma de Lurdes Bandeira. Eles tiveram a oportunidade de indagar o escritor a respeito de diversos assuntos, como, ‘Quais eram as suas inspirações? Porque escrevia? Como funcionava o processo criativo? E porque temos dificuldade para interpretar os textos que lemos?’.
Nelson, que é doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e autor dos romances Subsolo Infinito (2000), A maldição do Macho (2002) e de O oitavo dia da semana (2005), respondeu a todas as questões e ainda compartilhou dicas e experiências pessoais. Incentivou quanto ao hábito da escrita diária, mesmo que em curtos períodos; enfatizou que a inspiração pode estar por toda a parte, basta o olhar do escritor esteja atento; e relembrou a importância que a literatura pode exercer na vida de cada um, assim que há a identificação com um tipo de leitura ou de escrita.
“Ao redigir algo nós somos livres para imaginar coisas que não existem na vida real […] Podemos exagerar no que criamos – nos personagens e na narrativa –, e é isso que torna esse universo mais interessante. Os personagens que mais gostamos, por exemplo, estão sempre carregados de estranhezas e é justamente isso que faz dele mais atrativos”, apontou. “A literatura na verdade mostra o que é o mundo, até porque, ela coloca uma lupa nos personagens e, no fundo, todos temos traços de estranhezas”, completou.
“Foi uma honra ter participado de um papo tão próximo e franco sobre o tema com o Nelson, um profissional excelente e muito sábio. Foram importantes contribuições para nós aplicarmos em sala de aula e, para os alunos, certamente um incentivo para frequentar a Biblioteca com maior frequência e incluir no dia-a-dia o hábito de ler um livro ou de escrever”, reconheceu a secretária municipal de Educação e Cultura, Maria Neuza Casassa, na ocasião acompanhada pela chefe da Divisão de Cultura, Silvana Camargo.