Vacina contra o HPV é ampliada para homens e mulheres com até 26 anos

 

Publicado em: 18/08/2017 00:00

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Em Cianorte, a partir desta segunda-feira (21), novo grupo já pode procurar pela imunização nas Unidades Básicas de Saúde

Diante das baixas coberturas de vacinação e da proximidade do vencimento de doses já distribuídas aos Estados e municípios, o que representa o risco de perda, o Ministério da Saúde anunciou, na última quinta-feira (17), a ampliação do público-alvo para a imunização contra o HPV, passando a contemplar homens e mulheres com até 26 anos – até então, a imunização era aplicada para meninos de 11 a 14 anos, meninas de 9 a 14 anos, pessoas com HIV/Aids de 9 a 26 anos e pacientes transplantados e oncológicos.

Assim, em Cianorte, a Secretaria de Saúde passa a viabilizar, a partir desta segunda-feira (21), a vacina aos integrantes do novo grupo que, assim como aqueles a quem a imunização já era indicada, podem recebê-la na Unidade Básica de Saúde de referência, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h, lembrando que a única Sala de Vacina que atende durante o horário de almoço é da UBS da Zona 01 (Extensão), localizada na Travessa Itororó, atrás do antigo PA. Para receber a dose, basta apresentar um documento de identidade e a caderneta de vacinação.

“Como a imunização contra o HPV ocorre por meio de um esquema vacinal de mais de uma dose, é importante esclarecer que o Ministério da Saúde garante que, apesar da ampliação do público-alvo ser uma medida temporária para evitar o desperdício de vacinas, quem receber a primeira dose terá as demais subsequentes garantidas pelo SUS”, destaca a chefe da Divisão de Prevenção em Saúde, Heloisa Dantas.

PROTEÇÃO – A vacina contra o HPV ofertada pelo SUS é quadrivalente, ou seja, protege contra os quatro tipos mais comuns do vírus, responsáveis pelos cânceres de colo de útero, de pênis, orofaringe e ânus, além de outras doenças e verrugas genitais. Por isso, para a chefe da Divisão de Atenção Básica à Saúde, Andreia Domingos, a baixa cobertura vacinal é preocupante e, provavelmente, resultado de desinformação. “Temos notado que o que gera resistência na adesão, principalmente pelos adolescentes, são mitos. Por isso, fazemos um apelo aos pais, para que se informem e orientem seus filhos. A vacina é totalmente segura e a melhor forma de prevenção. Convencê-los a se imunizar é um ato de amor”, alerta.