Infestação do Aedes aegypti tem queda, mas ainda é preocupante

 

Publicado em: 19/04/2016 00:00

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De acordo com o LIRAa, situação no município é classificada como de médio risco. Localidade com maior número de focos do mosquito é a Zona 06

Em Cianorte, o segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) deste ano foi de 1,1%. O balanço, realizado entre os dias 11 e 15 de abril, mostra uma pequena queda em comparação ao primeiro, registrado em janeiro, que teve índice de 1,6%. Apesar da redução, de acordo com a Divisão de Prevenção da Secretaria Municipal de Saúde, a cidade ainda apresenta risco médio para a presença do mosquito, que é transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya.

“O levantamento é uma ferramenta para identificar os domicílios com focos do Aedes aegypti, os tipos de criadouros e as localidades mais afetadas para orientar os trabalhos de combate ao mosquito, lembrando que o índice tolerado pelo Ministério da Saúde é de até 1%, ou seja, que a cada 100 imóveis vistoriados, um ou menos tenha larvas. Acima disso, a situação é de alerta”, explicou a chefe da Divisão de Prevenção em Saúde, Heloisa Dantas.

Os dados do segundo LIRAa estão baseados nas visitas a 1.546 imóveis na sede e nos distritos de São Lourenço e Vidigal, selecionados por sorteio aleatório. Neles foram encontrados 16 focos do mosquito e, apesar do índice geral de 1,1%, algumas localidades apresentaram números superiores ao preconizado pelo Ministério da Saúde. A região mais crítica foi a Zona 06, que compreende o Cianortinho, os conjuntos Pedro Moreira, Beatriz Guimarães e outros, que apresentou índice de infestação de 3,8%, com seis focos do Aedes Aegypti. As outras localidades com infestação do mosquito foram a Zona 03 (1,6%), Zona 02 (1,5%), Zona 01 (1,1%), Zona 07 (0,9%) e Jardim Atlântico (0,9%).

Mais de 50% dos focos estavam em locais provenientes do lixo sem correta destinação como, por exemplo, recipientes plásticos; sucatas de máquina de lavar e fogão; pneu; e em vaso sanitário em desuso deixado a céu aberto. Os demais foram encontrados em tonéis, caixa d’água, caixa de passagem de água, bebedouro de animais e barco.

Para a supervisora do Programa Municipal de Combate à Dengue, Vera Lucia Fusisawa, os resultados do segundo LIRAa reforçam a necessidade de que a população colabore para a erradicação do mosquito. “Precisamos de maior empenho por parte dos cianortenses no cuidado de suas residências, terrenos e estabelecimentos comerciais, pois é por meio da eliminação de possíveis criadouros que evitamos as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Se todo este lixo estivesse sido acondicionado e destinado corretamente, por exemplo, não haveria chance para o mosquito. A Prefeitura tem feito sua parte, com vistorias, bloqueios, aplicação de veneno, mutirões de limpeza e campanhas de conscientização, mas pouco adianta se as pessoas não assumirem a reponsabilidade e adquirirem novos hábitos”, destacou.

DENGUE – Neste ano, até esta segunda-feira (18), Cianorte contabiliza 63 casos confirmados de dengue, sendo 43 autóctones e 20 importados. A localidade com o maior número de pessoas com a doença é a Zona 02, com 12; seguida pelas Zonas 04, 06 e 07, com cinco casos cada. Não há registro para zika, nem para chikungunya.