Os técnicos apontaram que o acúmulo de águas das chuvas foi o responsável pela liquefação do solo, que resultou na formação da vossoroca
Atendendo à solicitação da Prefeitura Cianorte, no início do mês (06/04) uma equipe da Defesa Civil do Estado esteve no município a fim de realizar uma vistoria técnica da erosão formada na Estrada da Bica, uma das mais atingidas pelas fortes chuvas de fevereiro. Durante a visita, o geólogo da Defesa Civil Estadual, Rogério da Silva Felipe e o sargento bombeiro da sessão de Planejamento da Defesa Civil Estadual, Rogério Marcos de Souza Hammes, avaliaram o grau de risco das residenciais situadas à margem da vossoroca formada, bem como as possíveis medidas de recuperação da estrada rural que está interditada.
No relatório divulgado nesta quinta-feira (15), os técnicos apontaram que o acúmulo de águas das chuvas foi o responsável pela liquefação do solo, ocasionando a formação da vala que chega a medir cerca de 12 mil m². O documento ainda aponta que o fluxo de água subterrâneo (nascentes), associado à erosão já formada e à precipitação chuvosa, irão fazer ruir as três residências que estão próximas à beira do buraco. “A recomendação é de que as três casas próximas sejam interditadas e reconstruídas o mais distante possível deste barranco”, aponta o relatório.
Para que essas famílias não fiquem desamparadas, a Prefeitura já ofereceu auxílio para a construção de uma nova casa mais afastada do buraco no mesmo terreno ou em outro local, através do fornecimento de materiais de construção do programa ‘Teto Solidário’. Para aqueles que não possuem terrenos, o órgão público estuda formas de prestar o auxílio. “O que podemos garantir é que nenhuma família ficará desamparada. Estamos nos esforçando para fazer de tudo, dentro do que nos é permitido por lei, para abrigá-los o quanto antes e retirá-los desses locais que oferecem risco”, garante o prefeito Bongiorno.
Quanto à estrada, o geólogo Rogério da Silva Felipe aponta ser necessário buscar orientação junto ao Instituto das Águas do Paraná. “Apesar deste órgão não atuar na área rural, é o mais indicado a apontar uma possível solução para o caso, pois possui uma grande e extensa experiência sobre a erosão no noroeste do Paraná”, informou. Nenhuma obra como aterro e construção de bueiros podem ser realizadas no local por conta do aparecimento de minas de água ao longo de toda a extensão da vala da erosão.
Durante a visita à área destruída, os técnicos do órgão estadual foram acompanhados pelo coordenador de operações da Comissão Municipal de Defesa Civil de Cianorte, Reginaldo Epifânio de Souza; pelo engenheiro da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Algacir Bortolato; pelo comandante do Corpo de Bombeiros de Cianorte, Capitão Adriano Alves de Souza; e pelos proprietários do terreno atingido Daniel Linhares e Marcia Linhares Blanc.