Erros na separação do lixo prejudicam a reciclagem de materiais em Cianorte

 

Publicado em: 11/04/2016 00:00

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Resíduos impróprios para o reaproveitamento contaminam e inutilizam os recicláveis, comprometendo o trabalho dos agentes ambientais

Na Capital do Vestuário, os responsáveis pela triagem e destinação correta de reaproveitáveis coletados pela Sanepar e pela Prefeitura estão enfrentando dificuldades no trabalho. Isto porque, juntamente com as três toneladas de materiais que chegam à Associação Assistencial dos Agentes Ambientais de Reciclagem, diariamente, estão misturados diversos resíduos impróprios para o reaproveitamento que, além de contaminar e inutilizar os apropriados, atrasam os processos e, também, apresentam riscos à saúde dos trabalhadores.

Segundo uma das associadas, dona Maria Aparecida Pego, são encontrados restos de comida, sapatos, roupas, tecidos, madeira, fraudas, absorventes, entre outros. “É muita coisa que não tem serventia ou que está comprometida pela sujeira e que faz a gente perder muito tempo, pois embalamos e enviamos para o destino correto que, na maioria das vezes, é o aterro sanitário. Os sacos que contêm lixo orgânico geram um cheiro forte e atraem insetos. Além disso, muitas sacolas vêm com materiais cortantes, como vidro quebrado, misturados com os recicláveis. Já chegamos até a achar uma seringa”, contou.

“A pessoa acha que porque separou garrafas PET, embalagens de leite, iogurte e de outros produtos em uma sacola está colaborando com a reciclagem. Não é bem assim. Trata-se de um processo. Não é preciso, necessariamente, lavar as embalagens com água potável, até porque seria uma ação controversa com relação à preservação de recursos. Mas pedimos para que utilizem água de reuso, como a solta pela máquina de lavar roupa, e para deixar escorrer antes de colocar na sacola. Estas ações colaboram em muito a triagem e o reaproveitamento dos materiais”, destacou a tesoureira da Associação, a bióloga Katiane Rodrigues de Souza.

“Cianorte é referência em coleta seletiva, porém muita gente ainda separa os materiais de forma errada e confunde os dias do reciclável com os do lixo comum, o que obriga os agentes ambientais a descartarem boa parte do que poderia ser reaproveitado. Portanto, alertamos a população para que, além de classificar e embalar corretamente os materiais, se atente ao cronograma de coleta do seu bairro. Com isso, evitamos que cerca de 80 toneladas de material reutilizável sejam levadas, por mês, para o aterro sanitário, colaborando com o meio ambiente e com a geração de renda para as famílias da Associação Assistencial dos Agentes Ambientais de Reciclagem”, salientou o secretário municipal de Meio Ambiente, Guilherme Comar Schulz.

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