De agosto até agora mais de 2.500 pessoas já receberam atendimento individual e 92 terapias de grupos foram realizadas
A Prefeitura de Cianorte, desde agosto do último ano, oferece em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município mais um serviço especializado para a população: o atendimento psicológico. Tratando problemas como luto, obesidade, transtornos e dando orientações, os onze profissionais da psicologia já realizaram 2.599 atendimentos individuais. Entretanto, além das consultas, um dos grandes interesses dos profissionais é priorizar os atendimentos coletivos como terapias de grupos e aconselhamentos. Até o momento, 92 atividades como estas já aconteceram.
“Entendemos que ao zelar pela saúde mental da nossa população estamos primando pela melhora da qualidade de vida na nossa cidade. Por conta disso, oferecemos o atendimento psicológico não só nas UBSs, mas também nas escolas, no Centro de Atenção Psicossocial [CAPS 1 e extensão] e na Assistência Social”, apontou o prefeito Bongiorno.
“Hoje, o profissional de cada Unidade tem liberdade para montar o seu próprio grupo de apoio, baseado nas necessidades dos pacientes diagnosticados, podendo atender de crianças até idosos”, explica a chefe da Divisão de Atenção Básica à Saúde, Andreia Domingos. Um exemplo é a UBS Alfredo Dalla Costa, localizada no Conjunto Marselha. Lá a psicóloga Camila Telles desenvolve um trabalho com grupos de pacientes de meia-idade, pais e obesos e pretende neste ano criar o de gestantes e da equipe do Programa Saúde da Família (PSF).
“O grupo de pais, por exemplo, é algo que nenhuma clínica particular de Cianorte dispõe. Nós oferecemos aqui e é muito bacana, funciona muito bem”, conta Camila. Segundo ela, o atendimento coletivo é eficaz, pois aborda assuntos comuns entre os integrantes. “Em alguns casos acaba sendo terapêutico. A participação, o convívio e o trabalho grupal torna o esforço eficiente, colaborando ainda na formação de vínculos entre os participantes, que se tornam suporte uns dos outros quando os encontros terminam”, conclui.
As consultas individuais, portanto, não são descartadas. “Fazemos o atendimento pessoal quando preciso, mas priorizamos as atividades em grupo”, comenta a psicóloga. Para receber o atendimento psicológico é necessário um encaminhamento que pode ser de instituições de ensino, Conselho Tutelar, médicos e demais profissionais da saúde, sempre apontando o motivo. Após a consulta inicial o psicólogo elege qual a complexidade do caso e direciona o paciente para o método adequado de tratamento.
FALTAS
A psicóloga Camila explica que um dos principais problemas enfrentados são as ausências dos pacientes nos horários marcados. “Muitas pessoas faltam e não se justificam. O problema é que eu não consigo chamar alguém de última hora, ficando ociosa durante o tempo da consulta”, disse.
Desde o início das atividades nas UBSs houveram 3.296 agendamentos, sendo que em 697 deles não houve comparecimento do paciente. Ou seja, de cada cinco pessoas que marcam um horário uma faltou. Mas a psicóloga alerta que há um protocolo a ser seguido e que a cada duas faltas, não justificadas, a vaga é oferecida a outro paciente.