Mobilização reuniu cerca de 150 pessoas entre estudantes e agentes de saúde
“Caso as pessoas não se mobilizem e tomem uma atitude, nós infelizmente vamos passar por uma epidemia em Cianorte, não só de dengue, mas também de chikungunya e zyka, doenças causadas pelo mesmo mosquito: o Aedes aegypti”. Assim alertou a chefe da Divisão de Prevenção à Saúde, Heloísa Dantas, durante a passeata realizada na manhã desta sexta-feira (11), para conter a infestação do mosquito no município.
Organizada pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Secretaria de Educação, a mobilização reuniu cerca de 150 pessoas entre alunos da Escola Cecília Sato, agentes comunitários de saúde e de combate à dengue e servidores da 13ª Regional de Saúde. O movimento teve início na Praça Francisco Kanô e percorreu a Avenida Mato Grosso, Rua Theobaldo Blume, as Avenidas Goiás, Souza Naves e Santa Catarina, terminando na Rua Princesa Isabel (onde está localizada a Escola).
Para a supervisora do Programa Municipal de Combate à Dengue, Vera Fusisawa, a necessidade de realizar o movimento está em conscientizar toda a população de que cada um precisa fazer a sua parte no combate ao mosquito. “É impossível que os agentes de Combate à Dengue realizem vistorias em todas as casas diariamente. É, portanto, necessário que cada um faça a sua parte em sua residência, uma vez que em qualquer recipiente com água parada ele [mosquito] pode se proliferar”, apontou.
A participação das crianças no movimento consistiu em mais uma forma de conscientizar. “Apesar de trabalharmos o assunto no ambiente escolar essa é uma atividade diferente e que chamar a atenção. Acreditamos, ainda, que com as crianças seja mais fácil atingir as famílias, já que elas se mobilizam, aderem à causa, fazem um trabalho em suas residências e até mesmo orientam os familiares”, explicou a diretora da Escola Cecília Sato, Maria de Fátima da Silva Arantes.
CASOS EM CIANORTE
O boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde no dia 04 de dezembro mostra que Cianorte possui 603 casos confirmados em 2015, sendo 592 autóctones (contraídos no próprio município) e 11 importados. “Estamos em um momento de risco em que a qualquer momento podemos voltar a passar por uma epidemia muito grave. Tivemos um índice de infestação de 1.3, valor preocupante, pois a Organização Mundial de Saúde preconiza que teria que ser bem abaixo de 1”, salientou Heloísa. “A população precisa estar atenta, checando suas residências e orientando os vizinhos”, completou.