Em seis meses, mais de duas mil pessoas faltaram a consultas especializadas

 

Publicado em: 26/11/2015 00:00

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O não comparecimento sem aviso prévio onera os cofres públicos, aumenta fila de espera e deixa profissionais parados

Com investimentos que ultrapassam 20% das receitas municipais, a área da saúde vem, desde 2013, passando por uma reestruturação que tem garantido um melhor atendimento à população. Com relação às consultas especializadas, por exemplo, Cianorte conta com a capacidade de agendar gratuitamente, por mês, cerca de 4,5 mil consultas com especialistas de diversas áreas da medicina, como ortopedista, cardiologista, angiologista, urologista, pneumologista, oftalmologista, entre outros.

Porém, apesar do considerável número de consultas marcadas, a Secretaria Municipal de Saúde, bem como o Consórcio Intermunicipal de Saúde (Ciscenop), enfrentam um problema que agrava a situação dos que precisam de atendimento: mais de 7% dos pacientes não comparecem às consultas. Somente nos últimos seis meses, foram disponibilizadas 27.298 consultas, sendo que 2.092 não foram realizadas pela ausência, sem aviso prévio, do usuário.

Para a diretora da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Paula Ribeiro Águila, falta consciência nos usuários. “É uma questão de bom senso por parte dos pacientes, que devem avisar ou devolver a guia de consulta quando houver algum imprevisto que os impossibilite de ir ao especialista. Afinal, mesmo que isso seja feito poucas horas antes do horário da consulta, certamente conseguimos disponibilizar a vaga para outra pessoa que também precisa do atendimento”, informou.

O secretário municipal de Saúde, Rogério Sossai, alerta que cada consulta marcada e não realizada, além de causar o desperdício de dinheiro público, também causa o aumento da fila de espera e a ociosidade dos profissionais. “Os prejuízos pelo não comparecimento sem aviso prévio recaem tanto no poder público quanto na população. Somente no mês de outubro, das 5.608 consultas agendadas, 380 pessoas não compareceram, deixando os médicos, que poderiam atender a outros pacientes, parados”, destacou.

Segundo o prefeito Bongiorno, a administração municipal tem feito sua parte, empenhando esforços para contratar profissionais e adequar a oferta de consultas à demanda. Porém, para que o sistema seja eficaz, é preciso o comprometimento dos usuários dos serviços. “Se estas 2.092 pessoas que deixaram de comparecer aos atendimentos tivessem avisado antecipadamente, teríamos 2.092 pessoas a menos no aguardo por uma consulta. É preciso colocar-se no lugar do outro e colaborar para o funcionamento do nosso sistema de saúde”, salientou.

Para cancelar o agendamento de uma consulta com médico especialista é preciso comparecer ao posto de saúde do bairro ou à Central de Agendamentos e devolver a guia. Em casos de impossibilidade de apresentar-se nos determinados locais, o cancelamento também pode ser feito por telefone.

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