No levantamento realizado pela Divisão de Prevenção do Município, foram registrados 9 casos, 20 a menos que o anterior
A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Divisão de Prevenção à Saúde, divulgou, nesta sexta-feira (31), o resultado do 3º Levantamento de Índice Rápido Aedes Aegypti (LIRAa). Realizado entre os dias 27 e 31 de julho, o estudo aponta um índice de infestação do mosquito transmissor da dengue de 0,60%, número satisfatório, tendo em vista que a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que não pode ser superior a 1%.
Os dados se baseiam nas visitas feitas a 1.476 imóveis de 20 regiões de Cianorte, escolhidos por um sorteio aleatório de um programa fornecido pelo Ministério da Saúde. Foram encontrados nove focos do mosquito, de modo que os bairros que apresentaram maior número foram a Zona 6 (três) e no Setor 8 (dois). Os tipos de depósitos predominantes, levantados pelos agentes de saúde, foram o lixo, como recipientes plásticos e latas (44%), seguidos por depósitos naturais, como ocos de árvores (33%); pequenos depósitos móveis, como tambores (11%); e Pneus e outros materiais rodantes (11%).
“Apesar de ser um número bom, não consideramos ideal, que seria não haver nenhum. Não podemos deixar de estar atentos ao problema. O clima até agora estava frio, que favoreceu a diminuição. Agora com a chegada de temperaturas mais quentes, a proliferação do mosquito é favorecida”, explica a supervisora do Programa de Combate à Dengue, Vera Fusisawa. Segundo ela, repentinamente o mosquito pode se infestar novamente, um ciclo de 5 a 10 dias são suficientes.
A superintendente ainda alerta para um novo caso da doença que foi detectado na última semana. Segundo ela, é preocupante por ser autóctone, ou seja, adquirido na própria cidade. O município apresenta atualmente 582 casos confirmados.