Neste ano já foram registrados 575 casos, 91 a mais do que todos os confirmados em 2014
Na manhã desta segunda-feira (27), lideranças do município reuniram-se na Secretaria de Saúde de Cianorte para debater possíveis estratégias para conter o avanço da proliferação do mosquito da dengue. Apesar dos frequentes trabalhos desenvolvidos pelo Setor de Combate, os números continuam subindo. Até julho de 2015, foram 575 casos confirmados, sendo que durante todo o ano passado foram 484. “A população não tem assumido sua responsabilidade em relação ao combate à dengue. A gente sente que é preciso fazer algo”, explica a supervisora do Programa de Combate à Dengue, Vera Fusisawa.
A reunião foi organizada para demostrar os dados da presença de focos da doença na cidade e incitar uma discussão sobre o assunto na sociedade para que novas propostas de ações de combate surgissem. “Unimos gestores públicos, representantes da sociedade civil organizada, de clubes de serviços e de entidades da nossa cidade para traçar metas no combate e, assim, evitar uma possível epidemia da doença”, relata o secretário Municipal de Saúde, Rogério Sossai.
Entre as diretrizes, ficou definida uma futura reunião com os representantes dos bairros que irá expor os problemas relacionados ao combate à dengue. No mesmo dia, haverá a eleição do novo comitê, que deve ser integrado por membros da pela sociedade civil para deliberar ações de prevenção na área.
SITUAÇÃO ATUAL – No Setor de Combate à Dengue, órgão ligado à Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do município, trabalham cerca de 40 agentes na inspeção de 37 mil residências e estabelecimentos comerciais localizados na zona urbana de Cianorte, distritos e de áreas da zona rural que apresentam grandes conglomerados populacionais. “Nossa cidade hoje conta com mais de 75 mil pessoas, é impossível que façamos todo o trabalho sozinhos. Precisamos da participação de todos no combate”, diz Vera.
Os bairros que apresentaram maior índice de casos da doença, neste ano, foram a Zona 3 (155) e a Zona 7 (113) – dados semelhantes aos de 2014, em que eles já lideravam o ranking de locais mais afetados. E em 2015 os números não param de aumentar. “Em julho deste ano, muitos pensaram que o frio afugentaria o mosquito ou que ele não iria se reproduzir. O engano foi grande. Só neste mês foram confirmados dois casos autóctones, ou seja, contraídos na cidade”, diz Vera. Ela relembra que as chuvas frequentes associadas com o sol que aparece depois favorece a disseminação das larvas do mosquito.
“O trabalho não é interrompido em nenhuma época do ano. São diversos órgãos da prefeitura que estão mobilizados para impedir o aparecimento de novos casos. Importante lembrar que os moradores têm um papel essencial em todo o processo. A começar pela verificação dos focos possíveis na própria residência e depois, no bairro em que reside. Caso alguma situação que favoreça a multiplicação do mosquito seja notada, entre em contato conosco para que as providencias necessárias sejam tomadas”, explica o prefeito Bongiorno.