Ciscenop, 13ª Regional de Saúde e Prefeituras incentivam o aleitamento materno

 

Publicado em: 11/02/2015 00:00

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Profissionais das secretarias estão sendo capacitados e municípios contam com seio cobaia e bebê de brinquedo para ensinar mães a amamentarem

Consolidar laços afetivos e proteger o filho de inúmeras doenças com um único gesto de amor é o que conseguem as mães que dedicam-se à amamentação dos recém-nascidos. Tendo em vista os grandes benefícios que o aleitamento materno oferece tanto para a criança como para a mãe, o Consórcio Intermunicipal de Saúde Ciscenop, a 13ª Regional de Saúde e as Secretarias de Saúde dos 11 municípios da região uniram-se para aprimorar o atendimento às mulheres durante a gestação e após o parto. O objetivo é conscientizá-las sobre a importância do leite materno e incentivar a amamentação nos primeiros meses de vida.

Para tanto, o Ciscenop adquiriu 14 seios cobaias, acompanhados de bebês de brinquedo, que ficarão à disposição destes municípios para ensinar as mães as melhores posições para a amamentação, bem como os cuidados que devem tomar para tornar o momento único para elas e seus filhos e evitar fissuras e rachaduras nos mamilos. Além disso, as equipes de saúde da família e os funcionários dos hospitais que realizam partos estão participando de capacitações com a finalidade de torná-los incentivadores do aleitamento materno.

“Estamos preocupados com a grande quantidade de mães que deixam de amamentar e mais ainda com os profissionais de saúde que, além de não incentivarem o aleitamento materno, prescrevem outros tipos de leite ao recém-nascido. Nesse sentido, resolvemos nos unir para capacitar equipes de saúde da família, transformando-os em agentes conscientizadores sobre os inúmeros benefícios do leite materno”, contou a diretora do Ciscenop, Andreia Fancelli.

A gestora informou que somente o município de Cianorte gasta, em média, R$ 500 mil reais/ano com a aquisição e distribuição do leite modificado. “Nos de menor porte, os gastos giram em torno de 8 a 10 mil por ano. São dados que nos preocupam, pois com este leite as crianças deixam de estar protegidas das doenças que a amamentação ajuda a prevenir”, disse Andreia.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o leite materno é capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos por ser uma fonte natural de lactobacilos, bífidobactérias e oligossacarídios, tornando-o um alimento completo no que refere-se às características imunológicas. “Na amamentação o bebê recebe proteção contra as doenças mais comuns da infância, como diarreia e infecções. Também na vida adulta os riscos de alergias, colesterol alto, diabetes e obesidade diminuem”, comentou a enfermeira da 13ª Regional de Saúde, Renata Nagao.

Além disso, a amamentação é responsável pela consolidação dos laços afetivos e possibilita uma recuperação mais rápida da mãe no pós-parto, “pois acelera o retorno do útero ao tamanho original, auxilia na redução de peso da lactante e na prevenção dos cânceres de mama e de colo do útero”, explicou a enfermeira da Secretaria de Saúde de Cianorte, Marcela Loureiro do Amaral.

O Ministério da Saúde recomenda que até os seis meses de vida o bebê seja alimentado exclusivamente com leite materno para ter um crescimento forte e um desenvolvimento saudável. Após essa idade, a alimentação complementar pode ser oferecida à criança, entretanto a amamentação deve seguir até o segundo ano de vida ou mais.

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